O que devo saber para ser um Overclocker Profissional?
Com certeza quem é viciado em Hardware e gosta de tirar o máximo de desempenho de sua máquina já fez um overclock, mas você já pensou em ser um profissional no assunto?
Pois bem, existem pessoas que vivem disso e postarei aqui algumas dicas do pessoal do fórum OC3D, que representaram o Reino Unido no evento MSI Master Overclocking Arena, eles são Tom Rawes ‘RawZ’ e ‘PCTwin’ Eddie Coyle.
Basicamente para ser um overclocker profissional, é preciso usar regularmente refrigeração extrema como gelo seco ou LN2, para ter prática o bastante para usar esses recursos de maneira profissional. Mas ainda existem aqueles que estão um nível acima, que são chamados de Overclockers de elite, que usam mais recursos, como por exemplo os Volt Mods, que a maioria dos overclockers talvez saibam o que é, mas não mexem com isso, os Overclockers de elite estão restritos a um grupo muito pequeno, de mais ou menos 50 pessoas, que são patrocinadas por empresas como Asus, Gigabyte e MSI.
O Ranking de Overclockers mundial é feito a partir de um site chamado HWBOT, um grande banco de dados Online, onde os overclockers lançam seus dados juntamente com screenshots e logicamente o overclocker ganha mais ponto quando fica mais acima no ranking de cada tipo de hardware.
Então, primeiramente para fazer um overclock profissional, temos que usar algum método sub zero, como gelo seco ou LN2, pois essa experiência vai te trazer um nível superior de overclock, muito diferente do overclock com ar ou água. Mas com isso há diversos outros fatores a se considerar no over e além disso os produtos são caros, como o gelo seco e o LN2, que geralmente é feito um contrato com o fornecedor e ele não vende pequenas quantidades.
Geralmente com gelo seco, chegamos a temperaturas de -70ºC. Se você achou pouco, pode partir para o LN2 e chegar a abaixo de -185ºC. Mas se você realmente gosta disso e tem condições financeiras, pode usar Hélio líquido e ir a temperaturas por volta de -230ºC.
Então basicamente, qual é o benefício de deixar a temperatura tão baixa? Quanto menor a temperatura, maior a margem de overclock alcançada, por exemplo, o recorde do CPU-Z atual é de 8.4ghz, que só foi conseguido com Hélio líquido e muitas pessoas tentam quebrar esse recorde, mas o método de uso é muito difícil de controlar e o perigo é constante, por isso muitos não se arriscam. Mas há aqueles que acham que o Hélio líquido não traz grande vantagem, visto que outro cara conseguiu 8.3ghz com LN2.
Outro custo alto é o das placas mãe destinadas ao overclock extremo, geralmente a maioria não tem condições de comprar, mas às vezes o profissional tem sorte de pegar uma placa dessas em algum evento grande. Alguns que participam do fórum, que já têm idade um pouco avançada, família e condições financeira estabilizadas, conseguem comprar essas placas e chegam a ótimos resultados.
O overclocker geralmente tem que passar um tempo com os componentes antes do evento, para se acostumar com uma série de fatores, como as temperaturas baixas e o que elas podem fazer, as tensões de cada placas, etc. Apesar, que o bom overclocker é aquele que consegue bons resultados em um curto prazo de tempo.
O overclock profissional é um esporte de equipe, visto que, é preciso no mínimo quatro mãos mexendo no sistema simultaneamente, basicamente uma pessoa mexendo na Bios e outra monitorando as temperaturas na placas e fazendo a manutenção do recipiente onde está o LN2. Geralmente quem tem mais afinidade com a Bios da placa usada, fica operando-a. Há também pessoas especializadas em apenas um setor, como Modding Volt, Bios ou alguma aplicação no Sistema Operacional.
A maioria dos overclockers não suportam a idéia de um computador está sem overclock, pois de fato, ele não tá usando seu verdadeiro potencial, na maioria dos casos eles dão overclock em todos os PCs da casa, além do seu próprio PC, no PC da esposa, filhos, etc… Na casa de RawZ, por exemplo, seu PC pessoal é um Core i7 2600k @5ghz com water cooler, tem um outro PC apenas para internet, Core i3 540 @4.6ghz e o PC da sua esposa, um Core 2 Duo E8500 @4.2ghz.
Aqui no Brasil este hobby tem crescido com certa notoriedade com grandes overclockers de grande potencial e conhecimento. Mas o grande problema que estes profissionais encontram são os altos impostos sobre os equipamentos que são todos importados e falta de apoio de empresas brasileiras.
Aventurar neste mundo exige sorte, conhecimento, um patrocínio ou dinheiro de sobra... para queimar bastantes equipamentos.
Pois somente se consegue um patamar avançado de conhecimento, quem exige o máximo do hardware e com isto vem os riscos da queima do equipamento ou durabilidade diminuída.
Pois bem, existem pessoas que vivem disso e postarei aqui algumas dicas do pessoal do fórum OC3D, que representaram o Reino Unido no evento MSI Master Overclocking Arena, eles são Tom Rawes ‘RawZ’ e ‘PCTwin’ Eddie Coyle.
O Ranking de Overclockers mundial é feito a partir de um site chamado HWBOT, um grande banco de dados Online, onde os overclockers lançam seus dados juntamente com screenshots e logicamente o overclocker ganha mais ponto quando fica mais acima no ranking de cada tipo de hardware.
Geralmente com gelo seco, chegamos a temperaturas de -70ºC. Se você achou pouco, pode partir para o LN2 e chegar a abaixo de -185ºC. Mas se você realmente gosta disso e tem condições financeiras, pode usar Hélio líquido e ir a temperaturas por volta de -230ºC.
Então basicamente, qual é o benefício de deixar a temperatura tão baixa? Quanto menor a temperatura, maior a margem de overclock alcançada, por exemplo, o recorde do CPU-Z atual é de 8.4ghz, que só foi conseguido com Hélio líquido e muitas pessoas tentam quebrar esse recorde, mas o método de uso é muito difícil de controlar e o perigo é constante, por isso muitos não se arriscam. Mas há aqueles que acham que o Hélio líquido não traz grande vantagem, visto que outro cara conseguiu 8.3ghz com LN2.
O overclocker geralmente tem que passar um tempo com os componentes antes do evento, para se acostumar com uma série de fatores, como as temperaturas baixas e o que elas podem fazer, as tensões de cada placas, etc. Apesar, que o bom overclocker é aquele que consegue bons resultados em um curto prazo de tempo.
A maioria dos overclockers não suportam a idéia de um computador está sem overclock, pois de fato, ele não tá usando seu verdadeiro potencial, na maioria dos casos eles dão overclock em todos os PCs da casa, além do seu próprio PC, no PC da esposa, filhos, etc… Na casa de RawZ, por exemplo, seu PC pessoal é um Core i7 2600k @5ghz com water cooler, tem um outro PC apenas para internet, Core i3 540 @4.6ghz e o PC da sua esposa, um Core 2 Duo E8500 @4.2ghz.
Aqui no Brasil este hobby tem crescido com certa notoriedade com grandes overclockers de grande potencial e conhecimento. Mas o grande problema que estes profissionais encontram são os altos impostos sobre os equipamentos que são todos importados e falta de apoio de empresas brasileiras.
Aventurar neste mundo exige sorte, conhecimento, um patrocínio ou dinheiro de sobra... para queimar bastantes equipamentos.
Pois somente se consegue um patamar avançado de conhecimento, quem exige o máximo do hardware e com isto vem os riscos da queima do equipamento ou durabilidade diminuída.